
Rosana, a "deusa" da música popular, é mais uma presença confirmada para o júri do Miss Brasil Gay, que acontece no próximo sábado, dia 18 de agosto.
Louraça e em novo momento profissional, a cantora não só deve ajudar a escolher a maior beleza homossexual do país, como também deve dar uma "palhinha". Quem for ao Tupynambás, nova sede do desfile, vai poder ouvir bem de perto "O Amor e o Poder".
"Eu adorei o convite. Estou super feliz. Tenho uma ótima relação
com o público gay"
. De acordo com a deusa, suas músicas são sempre usadas em
shows de transformistas e de drag queens, em danças ou dublagem.
"Eu me sinto homenageada. Adoro saber que estão cantando o 'Amor e o Poder', por exemplo,
e dando um toque luxuoso a ela. Minha música tem uma projeção popular muito grande, acaba atingindo
muita gente, e em conseqüência, os gays também. Adoro!"
.
Essa é a primeira vez que Rosana vem ao Miss Gay. No entanto, ela afirma que já conhece a fama do desfile e diz que sempre ouviu dizer que ele é maravilhoso. Mas pra quem pensa que ela é marinheira de primeira viagem... Nada disso! Em São Paulo, a cantora é sempre convidada para júris de eventos homossexuais.
Tarimbada em Juiz de Fora, principalmente no auge da sua carreira, a cantora afirma que têm uma impressão muito boa do público daqui e que sempre foi muito bem recebida. Expectativa que continua para a noite de gala do dia 18 de agosto.
Rosana vem para Juiz de Fora exclusivamente para o desfile do Miss Brasil Gay.
Segundo ela, não vai ser possível dar um pulinho na Parada do Orgulho Gay, porque
nos próximos
dias, deve viajar para Buenos Aires para fazer shows, o que só vai permitir que ela
chegue em cima da hora.
"Mas eu acho a idéia sensacional. Preconceito não
cabe mais, é coisa de pessoa ultrapassada"
, defende. Segundo Rosana, eventos como
os que acontecem em Juiz de Fora são mais que meros "direitos" de quem é homossexual.
"Tem que lutar mesmo e também ter cuidado para não fazer uma novela mexicana com essa
história. Eu sei que tem gente que sofre, que a família não gosta. Mas é preciso encarar
a homossexualidade como uma coisa normal"
.