Terça-feira, 07 de agosto de 2007, atualizada às 14h40
A organização da 10ª edição do Rainbow Fest mudou a data de início do evento. Na programação anterior, estava marcado para começar no dia 13 de agosto, na segunda-feira, agora vai ter início na quarta-feira, dia 15 de agosto, mas mantém o encerramento no dia 19 de agosto.
De acordo com o presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga, a alteração nos planos aconteceu porque não receberam uma das principais verbas, que poderia vir do Ministério da Cultura - caso o resultado do edital aberto pelo ministério, para patrocinar Paradas Gays do Brasil e outros eventos, tivesse saído a tempo.
"Nos inscrevemos
dentro do prazo e o resultado estava marcado para sair no dia 1º de julho.
Mas o Ministério prorrogou o prazo de apresentação dos
projetos para mais 30 dias, e até hoje não saiu o resultado"
, diz.
Com isso, as palestras nas áreas de Mídia, Educação e Direito não serão realizadas,
porque o MGM não possui capital para trazer os convidados para as palestras
e seminários. "Pagamos as passagens dos palestrantes, a hospedagem,
a alimentação e gostamos que eles participem também da Parada, por isso ficam mais
tempo e bancamos isso tudo com as verbas. Não tivemos outra alternativa"
.
Os seminários nas três áreas citadas foram adiados para o mês de outubro.
Mas como evento é conhecido não só pelas festas, mas por seus seminários e
palestras, o MGM programou palestras com nomes importantes
da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, por exemplo,
além de outras pessoas relevantes da militância, que já estavam confirmadas para o
Miss Brasil Gay no dia 17 de agosto. "Entramos em contato com a organização
do Miss Gay, e nomes importantes como Jean Wyllys e Carlos Tufveson, se prontificaram
a nos ajudar"
.
Mesmo que a verba chegasse no dia 20 de agosto, o dinheiro
não poderá ser utilizado pelo MGM, porque pelo edital, ele precisa
ser empregado antes ou durante a programação. "A verba que viria
do Ministério da Cultura, que ano passado nós recebemos, bancaria mais de
50% dos custos da Rainbow"
, afirma Oswaldo.
O movimento,
que esperava ter no total cerca de R$ 100 mil para a Rainbow Fest este ano, vai ter
disponível para investir menos de R$ 40 mil. "A prefeitura está nos ajudando muito,
porque banca algumas despesas, não que ela destine verba para o evento"
, esclarece e
comenta que depois da Rainbow, vão solicitar uma reunião com a
PJF.
"Vamos pedir para a
prefeitura incluir a Rainbow entre suas despesas programadas, já que estamos no
calendário oficial de eventos da cidade. É uma festa grande para ser tocada somente
por uma ONG. É uma festa sem bilheteria. Quando pedimos ajuda ao empresariado, não é visando
faturamento. As pessoas têm que entender que é uma manifestação cultural, é um
investimento social. Enquanto a iniciativa privada não ajudar, vamos continuar
contando com o apoio do poder público"
, desabafa Oswaldo.
Mas Oswaldo garante que isto não vai tirar o brilho da festa. "Vamos ganhar o prêmio
originalidade esse ano"
, brinca, "porque não vamos ter nada luxuoso,
mas vamos caprichar"
.